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A cidade é hoje, por força do desenvolvimento das NTIC, uma cidade alargada ou, se se preferir, uma “aldeia global”. Porém, se sob o ponto de vista da comunicação, os limites da cidade se confundem com os limites do mundo, sob o ponto de vista da cidade física, geográfica, o “capitalismo cognitivo” força cada vez mais aquela a não conhecer limites, a transformar a hibridez num novo conceito e numa nova realidade espacial, pulverizando a anterior realidade: a cidade como contraponto do campo. A cidade é, assim, o campo privilegiado para aumentar “ad infinitum” os lucros dos investidores e, por via dessa sede insaciável de lucro, tenderá para se confundir com o território, tornando-se predadora e destruidora do equilíbrio existente até há bem pouco tempo. No tempo presente, em que organismos insuspeitos prevêem a continuação do aumento d...
Que cidade é esta que nos querem vender? Que fazer com a cidade dispersa?
A porta, na sua qualidade de fronteira entre espaços e como elemento fundamental na definição do "dentro" e do "fora", do caos e do Cosmos, na definição do "círculo fronteiriço" e, consequentemente, do "ser fronteiriço". Morfologias urbanas: Évora como estudo de caso. Propostas genéricas de desenvolvimento/crescimento urbano, tendo como princípio orientador a relação dicotómica com o território.
Tomando como ponto de partida um território marcado por elementos arquitectónicos pré-históricos e olhando, dialecticamente, o “encasulamento” da vila de Monsaraz nas suas sucessivas muralhas e o seu ensimesmamento daí decorrente, propôs-se neste Workshop (“... da fábrica que falece à Vila de Monsaraz”), muito antes de qualquer exercício de formalização, um exercício de reflexão sobre o futuro de Monsaraz, agora que a “sombra”, o isolamento, o silêncio e a solidão deram lugar ao “mar”, território por lavrar/”lavorare” que, embora interior, permite, facilita, incentiva à partida, ao alargamento dos limites – dando sentido à condição do homem como ser fronteiriço -, à diáspora, não já a diáspora real mas uma outra no plano simbólico, comunicacional e, também ela, intimamente ligada ao Cosmos porque transforma todo o Caos num “mundo nosso...
O crescimento das cidades no mundo actual, estilhaçando os limites de outrora, transformou-as de entes identificáveis na paisagem, em entidades difusas, de contornos e território indefinido. Como corolário desta alteração física, também os cidadãos deixaram de o ser, mesmo não tendo alterado a sua condição para rurais, estagnando no limbo do anódino, do “apátrida”, sem mundo, por ausência de fronteira. Esta condição de “apátrida”, se já era sentida no séc. XIX pelas classes social e economicamente menos favorecidas, é hoje um estigma – o suburbano, o periurbano – não só económico (p.e., o aumento do custo das deslocações) mas, fundamentalmente, social. Porém, esta “periurbanidade” tem, ainda, o estigma do isolacionismo, criando seres de individualismo exacerbado, o qual se manifesta quer na marca, côr e potência do automóvel, quer nas...
A “nova” A23 participa na velocidade da comunicação digital e nas redes de cidades mas, fundamentalmente, se estas não forem bem geridas poderá aumentar a sua capacidade atraírem investimentos em “tecnologias de ponta” que, por sua vez, atraiam agentes de alta qualificação académica e tecnológica, aos quais as cidades deverão dar condições de fixação no seu tecido urbano, este requalificado, evitando a dispersão daqueles pelos arredores, situação que acarretará a necessidade de vultuosos investimentos nas redes de comunicação terrestre, e respectivos problemas de trânsito a jusante, vultuosos investimentos em infraestruturas urbanas, em equipamentos, etc... e irá deslocalizar os impostos de carácter local, inviabilizando a manutenção da própria cidade que os pretende acolher.
Pensar a Évora do futuro pressupõe que previamente se pense qual o contexto em que a cidade vai existir e, porventura, desenvolver-se. Uma cidade projecta-se conhecendo o papel que ela irá desempenhar, social, económica e politicamente. Será Évora, hoje, uma cidade de integrados ou tem vindo a ser conduzida como uma cidade de eborenses e suburbanos ? E que Évora queremos no futuro?
Uma economia é “sustentável” se gerar mais-valias sociais e ambas - a economia e a sociedade-, inter-agindo com o território, possam ser competitivas, gerando acréscimos de mais-valias e, assim, criando um efeito de “bola de neve” que irá beneficiar não só a própria cidade como, também, toda a região de que aquela se assume como “lugar central”.
A cidade, se o quer continuar a ser, deverá manter o seu estatuto de local de trocas: trocas na esfera económica, trocas na esfera social, trocas na esfera cultural, melhor, local de oferta cultural. Porém, com a parafrenália de meios e Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a cidade não pode continuar a ser imaginada e usada como sendo o seu centro e pouco mais tecido urbano periférico àquele. A diversificação da oferta, i.e., o aparecimento de novos “centros”, o seu funcionamento em “rede”, em súmula, a cidade polinucleada, para além de fazer diminuir a pressão sobre o centro, “democratiza” a globalidade do tecido urbano1 ao transferir actividades “nobres” para outras zonas, valorizando estas não só em termos fundiários mas, principalmente, em termos sociais.
O crescimento das cidades no mundo actual, estilhaçando os limites de outrora, transformou-as de entes identificáveis na paisagem, em entidades difusas, de contornos e território indefinido. Como corolário desta alteração física, também os cidadãos deixaram de o ser, mesmo não tendo alterado a sua condição para rurais, estagnando no limbo do anódino, do “apátrida”, sem mundo, por ausência de fronteira. Esta condição de “apátrida”, se já era sentida no séc. XIX pelas classes social e economicamente menos favorecidas, é hoje um estigma – o suburbano, o periurbano – não só económico (p.e., o aumento do custo das deslocações) mas, fundamentalmente, social. Porém, esta “periurbanidade” tem, ainda, o estigma do isolacionismo, criando seres de individualismo exacerbado, o qual se manifesta quer na marca, côr e potência do automóvel, quer nas...