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Os séculos XIII e XIV constituem, em Portugal, séculos de expansão da arquitectura monástica e conventual femininas que, partindo de modelos da arquitectura realizada para homens, acabam por exibir várias especificidades, nomeadamente – e fruto da procura contemporânea da institucionalização da clausura nas comunidades religiosas femininas – a criação de dispositivos arquitectónicos de separação das comunidades do mundo exterior. O estudo das edificações monásticas femininas em Portugal nestes dois séculos assume particular importância na medida em que se provará que as mesmas foram determinantes para o desenvolvimento do Gótico no nosso país e para a sua consequente diferenciação dos restantes países europeus. O corpus desta tese abrange todos os vestígios da arquitectura monástica e conventual portuguesa neste período, apesar do es...
O estudo das cidades europeias da Idade Média tem confirmado que, ao contrário de visões simplistas ainda seguidas por muitos, elas se constituem como continuum em relação aos modelos da arquitectura e urbanismo da Antiguidade grega e romana, nomeadamente os veiculados pela tratadística. No caso de Lisboa medieval houve três momentos decisivos de alargamento estruturado: o primeiro, em tempos do rei D. Dinis e D. Fernando; o segundo com D. João I até à regência de D. Pedro; o terceiro, sob D. João II e D. Manuel.
A reflexão sobre a novidade que a invenção do jacente representa, em termos artísticos e mentais, constitui o ponto de partida para a análise da evolução dos espaços funerários na arquitectura europeia ao longo da Idade Média e das funções e objectivos da representação escultórica tumular: de memória individual – o monumento, e de memória social – a imagem de si. Neste contexto, procede-se de seguida à inventariação e entendimento dos temas, das representações dos principais centros de produção artística, para se concluir com alguns casos particulares: um contrato de encomenda de um túmulo e as arcas tumulares de D. Pedro I e de D. Inês de Castro.
Análise e caracterização da arquitetura gótica desde a sua introdução em Alcobaça, até ao final do século XIV, com o início da construção do Mosteiro da Batalha: os programas cistercienses e mendicantes e as igrejas-fortaleza.
Dois momentos e duas formas artísticas fundamentais para a compreensão das sensibilidades da idade média a escultura funerária (privilegiando-se alguns túmulos) e o retrato, consubstanciado e reunido na grande obra dos "Painéis de S. Vicente de Fora”.